No meu primeiro dia em Malta o jantar foi russo

Cheguei em Malta dia 12/03/2011 às 13h20. Assim que saí do desembarque já havia um senhor me esperando com a aquela tradicional plaquinha com meu nome completo. hehehehe Putz, eu tava tão cansada e ansiosa que até esqueci de tirar foto. O senhor que me aguardava era o motorista do transfer que contratei através da escola e me custou 20 euros para percorrer cerca de 12,5 km. Dica importante: só fechei a ida, pois achei mais seguro do que pegar um táxi lá  na hora. A volta fechei em Malta e foi a melhor coisa, pois descobri opções mais em conta. (Saiba mais em Transfer a partir de 7 euros em Malta)

E lá fomos nós rumo a minha nova cidade: SWIEQI. O nome da cidade é em maltês e se fala “Siui” sem o “q” . Aliás , os nomes de cidades e ruas são todos em maltês. Super fácil de memorizar, hein?! Do aeroporto até o hostel, eu e o taxista não conversamos absolutamente nada. Aquele silêncio quase ensurdecedor foi bem estranho, afinal aqui no Brasil taxista adora um bom papo, né?! E eu que em viagens adoro puxar papo com o taxista para descobrir algumas curiosidades locais, nao conseguia nem perguntar o nome dele. Travou tudo naquele momento. =/

Sinceramente minha primeira impressão foi terrível, pois tanto o taxista quanto os atendentes do hostel não foram dos mais cordiais comigo. Além disso, meu inglês básico, não ajudou muito. Em compensação, a galera que morava no meu hostel, era DEMAIS! Cheguei no quarto, deixei minhas coisas e fui fazer umas comprinhas no supermercado que tinha na frente do meu hostel, o Corner Food Store. Depois fui até cozinha do hostel, onde conheci dois russos e dois brasileiro (claro!). Pasmem, no dia que eu cheguei havia 4 brasileiros morando no meu hostel. Ingenuidade minha achar que não encontraria meus conterrâneos por lá, viu?!. hehehehe

Fiquei um tempo papeando com eles e pegando algumas dicas. Eles me disseram como chegar a um pequeno shopping chamado  Bay Street  que fica, em Paceville, uns 15 minutos a pé e tem Mc Donald’s com wifi grátis. E detalhe: você não precisa consumir nada para acessar a rede, basta chegar com seu laptop, sentar e se conectar. Alguém tem dúvidas sobre onde foi meu primeiro almoço? hehehehe Em frente ao Bay Street tem uma loja da Vodafone e já aproveitei pra comprar um chip pré-pago com número local para o meu celular e créditos para internet. Eu não aguentaria sem.

Em seguida, voltei correndo, pois havia sido convidada para um jantar russo no hostel. Meu amigo Dmitri passou a tarde toda preparando uma deliciosa e tradicional sopa russa, chamada Borscht. Uma sopa feita com tomate, cenoura, beterraba, repolho roxo, batata, carne e uma grande colherada de sour cream no prato. Com o friozinho que estava em Malta, foi uma ótima pedida. De sobremesa, a Jo e a Dani (as outras duas brasileiras que moravam no hostel) fizeram brigadeiro. Hummmm que delícia!

Nesse jantar, conheci vários estudantes da minha escola, alguns moravam no hostel, outros não. As nacionalidades deles? Russos, ucranianos, alemães e turcos. Aos poucos, fui perdendo a vergonha e quando vi estava colocando meu inglês básico pra fora. Quer dizer, que eu considerava básico, pois todos eles me disseram que eu entraria no nível pré intermediário. Bom, nada como um vinho e uma vodka para ajudar. hehehehehe

O segredo é não ter medo, nem vergonha de errar, pois os erros ficam marcados e nos ajudam a não esquecer nunca mais. Quer um exemplo? Nessa noite postei uma foto desse jantar no meu Facebook para compartilhar aquele momento com meus amigos no Brasil e escrevi na legenda que estava tomando uma russian soap. hahahahahaa Soap em inglês é sabonete, sabão, sopa é soup. hahahahahaha Pior é que eu sabia, mas na hora de escrever a falta de prática me traiu. Rapidamente uma amiga brincou, “e esse sabão russo é gostoso?”, eu dei muita risada do meu erro e com certeza, não vou me confundir nunca mais. hehehehe

Optei por chegar num sábado, exatamente por isso, para começar as aulas na segunda mais entrosada, adaptada ao ambiente e descansada, afinal jet lag existe!

primeiro dia em malta

Pra quem estava há cerca de 40 horas sem dormir até que eu estava com uma cara boa, né?!

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6 Comentários

  1. Bruna

     /  março 19, 2012

    Oi Caroline, tudo bem?
    Encontrei seu blog enquanto pesquisava sobre cursos de inglês em Malta. Pretendo ir para lá ainda este ano e gostaria de algumas dicas! Será que podemos trocar emails ou bater um papo no skype? Queria fechar o curso sem intermédio de escola, como você fez. E também estou em dúvida com relação à hospedagem. Você está gostando de hostel? Pensei em residência estudantil ou casa de família. Se pudermos conversar será ótimo!
    Obrigada!

    Responder
    • Oi, Bruna. Eu morei em Malta por 5 meses, sendo 1 mês em um hostel que eu amei e o restante em uma casa que eu aluguei pertinho de onde eu estudava com uma russa que conheci na escola.
      Sobre fechar o curso direto com a escola, eu conto como eu fiz isso neste post https://borapramalta.wordpress.com/2012/01/24/e-possivel-fechar-o-curso-sem-agencia-de-intercambio/

      Estou empenhada em atualizar esse blog com mais frequência com dicas, apareça por aqui para descobrir mais sobre Malta. O ideal seria q colocasse suas dúvidas aqui nos comments, assim posso te responder aqui mesmo e podemos ajudar outras pessoas que acessam o blog, o que acha?
      Obrigada. 😉

      Abs.,
      Carol

      Responder
  2. Mariana

     /  junho 4, 2012

    Oi Caroline!

    De uns tempos pra cá tenho me interessado muito por Malta, talvez seja um dos destinos que eu vou escolher para estudar. Mas como eu não falo quase nada em inglês, e vi que vc foi falando o básico, queria saber se foi muito difícil vc conseguir começar a falar a língua, a compreender o que as pessoas diziam, a se fazer entender, enfim, como foi esse processo de aprendizagem de uma nova língua num outro país? É arriscado demais fazer o intercâmbio tendo na bagagem apenas o básico?

    Obrigada e parabéns pelo blog!

    Responder
    • Oi, Mariana.

      Super obrigada. Espero que o blog esteja te ajudando nessa decisão.

      Sobre saber o básico do inglês, fique tranquila, pois não é um problema. Uma vez lá fora, você aprenderá muito mais rápido que aqui. A imersão é uma experiência incrível e necessária para quem quer aprender um outro idioma rapidamente.

      No meu caso, eu fui achando que sabia menos do que de fato eu sabia. Como nunca havia precisado falar aqui no Brasil, eu não fazia ideia do quanto eu conseguiria me virar lá. No meu primeiro dia, muitos acharam que eu já tinha viajado pra fora antes. Mas aquela era minha primeira vez em um país que não falava nem português, nem espanhol.

      A primeira semana foi bem confusa, mas depois fui me acostumando. No começo tinha vergonha de pedir para as pessoas repetirem toda hora, pois às vezes não entendia absolutamente nada. Mas depois percebi que isso era bobagem e seria impossível me comunicar se não pedisse para elas repetirem. Passei a brincar com a situação e aí tudo ficou mais fácil.

      Tive amigos que chegaram lá, sem nem falar “Hi” e “how are you?” e se viraram numa boa. Não pode ter medo, nem vergonha. Todos estão ali para aprender. E não está, sabe o quanto os estudantes são importantes para o país e tem uma paciência enorme. (claro que toda regra tem sua exceção, né? e você também vai encontrar uns mau humorados e apressadinhos pela frente, mas não leve em consideração)
      No começo você vai conversar mais sobre amenidades. Mas com o tempo e a evolução no curso, isso muda. Bate uma ansiedade, mas é normal, com o tempo você se acostuma e se empenha mais nos estudos. hehehe
      Vi duas amigas que não conseguiam se expressar, pegar o notebook e usar o google para traduzir a conversa, pois queriam conversar assuntos mais complexos e não tinham vocabulário para isso. hehehehehe Eu e um amigo suíço vivíamos com um dicionário durante as nossas conversas para salvar a galera nos momentos de aperto.
      Bom, espero ter te ajudado.
      Qualquer dúvida me avise.

      Se tiver Facebook, dê um cutir lá na Fan Page. 😉 https://www.facebook.com/BoraPraMalta
      O blog tem twitter também @BorapraMalta

      bjo
      Carol

      Responder
      • Mariana

         /  junho 8, 2012

        Carol, fico mais tranquila em saber que a dificuldade não é tão grande como os outros dizem. Claro que deve ser melhor vc poder viajar falando razoavelmente bem, mas é bom saber que não falar praticamente nada não torna a viagem impossível.

        Quanto tempo vc ficou por lá?

        Beijo!

      • Oi, Mariana, desculpe a demora. Sim, fique tranquila. É melhor já saber alguma coisa, pois facilita bastante, principalmente, se vc for ficar pouco tempo. Eu fiquei 5 meses, mas estudei cerca de 4, pois viajei uns tempos. bjo

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