Saiba tudo sobre a escola Clubclass

fachada garden view complexo da escola Club Class

Galera na hora do intervalo da aula. O nosso recreio. looool

logo clubclass malta

Uma das perguntas mais frequentes que recebo é a minha opinião sobre a Clubclass, a escola que eu estudei.  Então, pegue fôlego, pois o resultado disso é um big post sobre o assunto que separei por tópicos.

A escola

Pequena e bastante familiar, a Clubclass é uma escola em que todos são muito atenciosos. Contei para vocês em “É possível fechar o curso sem agência de intercâmbio” que eu fiz todo o contato com a escola por e-mail sozinha e desde esse primeiro contato até meu último dia fui muito bem tratada. Tive diversas dúvidas e eles sempre me auxiliavam. Tive amigos que ficaram dias sem aparecer e eles foram atrás ver o que estava acontecendo, qual era o motivo de tantas faltas. Acho super bacana essa preocupação, eu me sentia bem cuidada. Embora esses meus amigos gringos não curtissem muito, pois eles queriam mesmo era cair na balada.

No geral minha experiência foi ótima e recomendo a escola. Mas isto não significa que não existem contras nessa história. Para mudar de nível, tem uma  prova escrita e outra oral. Quem acertasse mais de 80% da prova escrita, passava para a etapa seguinte, uma avaliação de conversação com a diretora da escola, um bate papo bem rápido. Acredito que essa prova oral deveria ser um pouco mais rigorosa do que parece ser. Credito a isso o fato de ter visto algumas pessoas que não conseguiam pronunciar palavras básicas,  terem subido de nível. Alguns amigos meus acreditavam que eles faziam isso, pois precisavam liberar vagas para novos alunos.,

Outro ponto que me irritava bastante e que senti que até atrapalhou minha evolução, foram os alunos que vinham para estudar 1 ou 2 semanas. Isso fazia o rendimento da sala toda cair. Ok, talvez isso não seja um problema só da Clubclass, mas sim do modelo de negócio de escolas de inglês desse tipo, que prometem turmas começando toda semana e aceitam pacotes de menos de um mês. Também fiquei um pouco desapontada com a falta de auxílio correto da escola com relação a carta que temos que entregar para tirar o visto. Se você fechar um plano de mais de 3 meses com a escola, você tem direito à duas semanas de férias. Portanto, fique atento se essas duas semanas estão descritas na carta que a escola te der quando você tirar o visto.

No meu caso, elas não estavam e eu nem havia sido informada que tinha direito a elas. Só descobri isso depois que peguei meu visto.  Resumo da história, só tive direito às férias, porque fechei mais 2 meses de curso e pedi para incluírem na carta que levei para solicitar a renovação do meu visto, caso contrário teria ficado sem. Aliás, achei um absurdo que a imigração só funciona de manhã e o aluno tem que perder aula para ir até lá tirar o visto, sem direito a reposição da aula que você pagou.

Os professores

Na escola tem professores malteses, ingleses e até australiano. Eu tive 5 professores, cada um tinha seu estilo próprio, uns eu gostei mais, outros menos. Uns tinham uma didática mais antiga, o que muitas vezes tornava as aulas cansativas, repetitivas e desinteressantes. Em compensação, outros eram super modernos, antenados, faziam atividades muito legais, que nos animava. Porém todos eles eram muito simpáticos e preocupados com o meu aprendizado.

Os cursos

A Clubclass oferece diversos tipos de cursos. Dependendo da sua idade e do seu nível de conhecimento, você pode optar por um curso de inglês geral, business ou preparatório para exames como IELTS, Cambridge e TOEFL. Você também deve escolher a quantidade de lições e carga horária. Eu escolhi a opção General English – Standard [GES] com 20 lições e 15 horas por semana. Eles falam que são cerca de 8 estudantes por sala e no máximo 12. Eu não tive sorte e a maior parte do tempo que estudei lá a minha sala estava sempre lotada. Mas eles disponibilizam outras opções com grupos menores e até mesmo aulas particulares.

Eu optei por fazer aulas só no período da manhã. Mas muitos dos meus amigos faziam aulas de conversação no período da tarde. Eu cheguei a pensar em fazer isso também, porém depois de conversar com meus amigos, percebi que no meu caso seria jogar dinheiro fora. Segundo meus amigos, o professor falava para os alunos formarem duplas e conversarem sobre um tema pré-definido. Ele só interferia de vez em quando. Sinceramente, acredito que esse tipo de aula vale a pena para pessoas que são tímidas. No meu caso, eu preferia sair e conversar com meus amigos e as pessoas nas ruas, lojas, supermercados…

Eu e alguns dos amigos que fiz em Malta, estudantes e professores. =)

Todo os os cursos da Clubclass foram criados seguindo as regras de ensino e aprendizagem de idiomas do Common European Framework of Reference, estabelecidas pelo Conselho Europeu. São oferecidos 6 níveis de aprendizagem que vão do iniciante ao avançado (Beginner, Elementary, Pre-Intermediate, Intermediate, Upper Intermediate e Advanced).  No primeiro dia de aula, todos os alunos  fazem um teste de nivelamento para descobrir a qual nível pertence (leia mais no post “Primeiros dias do curso de inglês em Malta“).

Outro ponto importante que me deu segurança para fechar com a escola, foi o fato deles serem indicados pelo FELTOM (The Federation of English Language Teaching Organisations Malta). Essa federação é uma organização sem fins lucrativos, que estabelece padrões de qualidade para  instituições dedicadas ao ensino do inglês. Dessa maneira, os futuros estudantes tem como ter certeza que vão estudar em uma escola de qualidade. Fique atento, pois em Malta tem mais de 4o escolas, mas não são todas que fazem parte e seguem as regras do FELTOM. Aqui tem a lista das escolas que são reconhecidas.

Olha esse vídeo da escola que tem um depoimento da diretora da escola, a Linda Azzopardi, e vários amigos meus participando como figurantes.

Confira outros vídeos da escola aqui.

Faixa etária

A média de idade dos estudantes é de 20, 20 e poucos anos, mas também tem estudantes mais velhos. Como já contei no post “Intercâmbio depois dos 30: a tiazona da turma?“, eu não encarei isso como um problema, fiquei super à vontade lá. No verão a faixa etária diminui, por conta das férias é claro. Aparecem alguns grupos de adolescentes, uma galera com cerca de 15 anos, mas ele são grupos fechados. Não são misturados com os demais estudantes.

Infraestrutura

A Clubclass, assim como muitas outras escolas de Malta, oferecem área de lazer para os alunos. Por lá, você vai encontrar academia com sauna, piscina aquecida e piscina aberta.   Na parte de serviços , eles oferecem uma rede WiFi gratuita das 9h às 16h que tem um sinal péssimo e os alunos ficam amontoados pelos corredores da escola, sem uma área reservada especialmente para isso. Acredito que essa é uma forma de forçar os alunos a utilizarem a caríssima lan house da escola. Outro serviço oferecido que não é nada barato é a lavanderia. Eu não cheguei a usar, mas lembro que muitos amigos preferiam levar em um outra bem mais longe para economizar.

Apesar de ter áreas de lazer na escola, um café e um restaurante no complexo Garden View, a interação dos alunos é pouco explorada nesses ambientes pela escola. Se compararmos com a Sprachcaffe, por exemplo, eles tem uma piscina maior, um bar com sinuca que faz a galera ficar mais entrosada, eles preparam festas de boas-vindas ao aluno.

Já na Clubclass, eles preparam alguns passeios pela ilha, mas não investem em divulgação dentro da escola, não fazem isso ser atrativo para os alunos se animarem para irem juntos.    A única festa que aconteceu na piscina, um churrasco espanhol, foi liberada com muito esforço e tudo organizado pelos alunos. Falando em piscina, tem um bar por lá que eu vi aberto só em julho e agosto, mas também não era sempre que funcionava.

Nem o café, nem o restaurante Giordanos serviam almoço. O restaurante, que poderia ser aproveitado para reunir os alunos (como eles mesmos mostram no site, vide a foto ali embaixo no canto inferior direito), é ignorado pela escola. Os alunos faziam festas no hostel e na student house que acabava sempre por volta da meia-noite e meia, pois era aquele tradicional esquenta para a balada, mas segundo a escola as reclamações dos vizinhos eram diárias e como a lei do silêncio por lá é bem rigorosa, eles decidiram colocar uma bedel para vigiar os estudantes e proibir as festas. =(

A piscina que “teoricamente” é da escola e dos alunos, no verão fica lotada de famílias e crianças. Isso acontece, pois a escola faz parte de um complexo, o Garden View, que aluga os apartamentos para todo mundo, não apenas para estudantes. Sem contar que a academia também é aberta para uso do público local e no verão os malteses também aproveitam para usar a piscina. Aliás, esqueça qualquer tipo de controle para entrar na piscina. Na academia, eles fazem uma carteirinha e é necessário deixar  €10 de garantia. Mas para acessar a piscina, você não precisa mostrar a carteirinha e não existe exame médico como nos clubes do Brasil.

clubclass malta

Foto: Divulgação Clubclass

Localização

A escola está super bem localizada em Swieqi. Região que tem por perto 3 dos mais baratos supermercados de Malta, tem também uma quitanda que vende produtos fresquinhos colhidos diariamente na horta que fica no próprio local, farmácia, cabeleireiros, além de ser, muito próxima da agitada região de St. Julians, onde tem praia de areia e rochosa, hotéis, cinema, boliche, shopping, lojas turísticas, cassino, restaurantes, bares e baladas de Paceville.

Mapa Clubclass Swieqi Malta

O sotaque maltês

Eu tive apenas uma professora maltesa, a Marice e ela não tinha um sotaque maltês forte. Mas é verdade que o sotaque maltês não é dos mais bonitos. Muitas vezes faz lembrar o jeito italiano de falar. Mas diferente de muitos comentários que já vi pela web, eu não vejo isso como um problema. Em primeiro lugar, porque eu não tive um contato forte com muitos nativos. Passava a maior parte do tempo com estudantes de todo o canto do mundo, aí vira uma miscelânea danada. Vi amigo meu, brasileiro, falar inglês com sotaque de russo. Eu mesma tive momentos que puxava para um sotaque francês. hehehehe

De qualquer forma, existem técnicas de aprimoramento e os professores nos ensinam isso em sala de aula. Cabe a você se esforçar para pronunciar corretamente. Tudo é uma questão de treinamento e força de vontade. Em muitos outros países, você também vai encontrar sotaques terríveis. Particularmente, eu não gosto do sotaque americano, acho o britânico muito mais bonito e elegante. Tem gente que reclama do sotaque australiano, do irlandês e por aí vai. Sinto ter desapontado aqueles que duvidavam, mas eu melhorei muito meu inglês em Malta. =)

Preço

A partir de € 80 por semana. Saiba mais sobre os valores de 2012 aqui.

Obs.: Se você já estudou em Malta na Clubclass deixe aqui seu comentário sobre o que achou da escola. Se estudou em outra, mande um e-mail para borapramalta@gmail.com contando em qual escola e como foi a sua experiência. Lembre-se: a sua contribuição pode ser muito útil  e ajudará futuros estudantes. 😉

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Primeiros dias do curso de inglês em Malta

No meu segundo dia em Malta aproveitei para dormir muito. Afinal, precisava estar descansada para o teste de inglês na segunda de manhã. E assim foi. Só saí para dar uma voltinha com as minhas amigas brasileiras no final da tarde pela minha cidade Swieqi. Visitamos outros brasileiros, fomos ao boliche Eden Super Bowl com diversos gringos da escola e por fim um rápido tour pela orla da praia para conhecer o luxuoso hotel e cassino The Westin Dragonara Resort e o bairro das baladas Paceville.

No dia seguinte às 9h em ponto estava na minha escola, Clubclass, para fazer o teste. E os meus novos amigos estavam certos, de 6 níveis, entrei no terceiro, o Preintermediate. Nada mal, né?! =) Antes de Malta, eu havia estudado apenas no colégio e 3 anos antes havia feito 1 ano numa escola chamada Lexical, da Rede Wise up (que me ajudou muito por sinal).

Após o teste, me apresentaram à minha professora Marice. Uma professora maltesa, mas que felizmente não tinha um sotaque muito forte. Eu não era a única novata na minha sala, havia mais alguns novos estudantes. Primeiro o pessoal da sala tentou adivinhar de qual nacionalidade eramos. Foi bem engraçado. Como não sou o estereótipo da brasileira nem da alemã que indicava meu sobrenome, o pessoal chutou e feio. Espanhola, francesa, italiana… Foi engraçadíssimo! Hahahaha Mas logo veio um momento nada divertido, tivemos que nos apresentar ao restante da sala. Também tive que fazer isso na sala do teste. E detalhe: morro de vergonha de me apresentar em português, então você pode imaginar como fiquei vermelha ao ter que fazê-lo em inglês, DUAS vezes. hehehehe

Os primeiros dias, ou melhor, a primeira semana é bastante confusa. Eu entendia o que a professora dizia, mas tinha dificuldade de entender o que os meus amigos diziam, principalmente os coreanos. Contar histórias era um sufoco também! Faltava vocabulário, às vezes palavras básicas, às vezes rebuscadas. Mas eu tentava mesmo assim e aos poucos você relembra umas, aprende outras e passa a se acostumar com os sotaques dos seus amigos, o que facilita compreendê-los. Isso foi uma das coisas que achei ótimo em estudar em Malta, o contato com pessoas de diversos países diferentes, te ajuda muito a compreender diversas nacionalidades falando o inglês.

vida em Malta

No meu primeiro dia em Malta o jantar foi russo

Cheguei em Malta dia 12/03/2011 às 13h20. Assim que saí do desembarque já havia um senhor me esperando com a aquela tradicional plaquinha com meu nome completo. hehehehe Putz, eu tava tão cansada e ansiosa que até esqueci de tirar foto. O senhor que me aguardava era o motorista do transfer que contratei através da escola e me custou 20 euros para percorrer cerca de 12,5 km. Dica importante: só fechei a ida, pois achei mais seguro do que pegar um táxi lá  na hora. A volta fechei em Malta e foi a melhor coisa, pois descobri opções mais em conta. (Saiba mais em Transfer a partir de 7 euros em Malta)

E lá fomos nós rumo a minha nova cidade: SWIEQI. O nome da cidade é em maltês e se fala “Siui” sem o “q” . Aliás , os nomes de cidades e ruas são todos em maltês. Super fácil de memorizar, hein?! Do aeroporto até o hostel, eu e o taxista não conversamos absolutamente nada. Aquele silêncio quase ensurdecedor foi bem estranho, afinal aqui no Brasil taxista adora um bom papo, né?! E eu que em viagens adoro puxar papo com o taxista para descobrir algumas curiosidades locais, nao conseguia nem perguntar o nome dele. Travou tudo naquele momento. =/

Sinceramente minha primeira impressão foi terrível, pois tanto o taxista quanto os atendentes do hostel não foram dos mais cordiais comigo. Além disso, meu inglês básico, não ajudou muito. Em compensação, a galera que morava no meu hostel, era DEMAIS! Cheguei no quarto, deixei minhas coisas e fui fazer umas comprinhas no supermercado que tinha na frente do meu hostel, o Corner Food Store. Depois fui até cozinha do hostel, onde conheci dois russos e dois brasileiro (claro!). Pasmem, no dia que eu cheguei havia 4 brasileiros morando no meu hostel. Ingenuidade minha achar que não encontraria meus conterrâneos por lá, viu?!. hehehehe

Fiquei um tempo papeando com eles e pegando algumas dicas. Eles me disseram como chegar a um pequeno shopping chamado  Bay Street  que fica, em Paceville, uns 15 minutos a pé e tem Mc Donald’s com wifi grátis. E detalhe: você não precisa consumir nada para acessar a rede, basta chegar com seu laptop, sentar e se conectar. Alguém tem dúvidas sobre onde foi meu primeiro almoço? hehehehe Em frente ao Bay Street tem uma loja da Vodafone e já aproveitei pra comprar um chip pré-pago com número local para o meu celular e créditos para internet. Eu não aguentaria sem.

Em seguida, voltei correndo, pois havia sido convidada para um jantar russo no hostel. Meu amigo Dmitri passou a tarde toda preparando uma deliciosa e tradicional sopa russa, chamada Borscht. Uma sopa feita com tomate, cenoura, beterraba, repolho roxo, batata, carne e uma grande colherada de sour cream no prato. Com o friozinho que estava em Malta, foi uma ótima pedida. De sobremesa, a Jo e a Dani (as outras duas brasileiras que moravam no hostel) fizeram brigadeiro. Hummmm que delícia!

Nesse jantar, conheci vários estudantes da minha escola, alguns moravam no hostel, outros não. As nacionalidades deles? Russos, ucranianos, alemães e turcos. Aos poucos, fui perdendo a vergonha e quando vi estava colocando meu inglês básico pra fora. Quer dizer, que eu considerava básico, pois todos eles me disseram que eu entraria no nível pré intermediário. Bom, nada como um vinho e uma vodka para ajudar. hehehehehe

O segredo é não ter medo, nem vergonha de errar, pois os erros ficam marcados e nos ajudam a não esquecer nunca mais. Quer um exemplo? Nessa noite postei uma foto desse jantar no meu Facebook para compartilhar aquele momento com meus amigos no Brasil e escrevi na legenda que estava tomando uma russian soap. hahahahahaa Soap em inglês é sabonete, sabão, sopa é soup. hahahahahaha Pior é que eu sabia, mas na hora de escrever a falta de prática me traiu. Rapidamente uma amiga brincou, “e esse sabão russo é gostoso?”, eu dei muita risada do meu erro e com certeza, não vou me confundir nunca mais. hehehehe

Optei por chegar num sábado, exatamente por isso, para começar as aulas na segunda mais entrosada, adaptada ao ambiente e descansada, afinal jet lag existe!

primeiro dia em malta

Pra quem estava há cerca de 40 horas sem dormir até que eu estava com uma cara boa, né?!